Domingo, 18 de Fevereiro de 2007

Entrevista: Fernanda de Freitas!

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01. Você tinha uma vida tranqüila em São José do Rio Preto, onde nasceu, e dava aulas de balé clássico, além de cursar faculdade de psicologia. Você largou tudo para ser actriz?
Sim, larguei, mas isso foi bem depois. Comecei no balé com cinco anos e até os 17 estava em palcos. Dava aula em academia, queria ser psicóloga. Nunca tinha pensado em ser actriz. O que queria mesmo era trabalhar com a Xuxa, mandava cartas para o programa dela, queria ser Paquita. Aí a Marlene me chamou para um teste, mas com 17 já estava velha para ser uma (risos). Aí desisti, voltei para casa e vi que não ia mesmo conseguir trabalhar com a minha "ídala".

02. Mas depois se tornou Garota do Zodíaco, né?
Isso. Estava com 19 anos e a Marlene me chamou para um teste, ela precisava de meninas mais velhas para esse grupo de bailarinas. Fui lá, fiz o teste de novo e passei. Aí sim vim morar no Rio e comecei a fazer teatro porque me achava muito tímida. Lembro de que, no estúdio onde a gente gravava o “Planeta Xuxa”, estava o maior frio e suava muito. Fiz vários cursos de teatro e comecei a trabalhar com publicidade, fiz muitos comerciais. Precisava me sustentar e falavam que tinha o rosto bonito.

03. Não sentiu preconceito por gostar da Xuxa até a adolescência?
Ah, sim. Todo mundo me falava “Fernanda, pára com isso que é coisa de criança!”. Sempre gostei da Xuxa, desde pequena. Tinha a bota dela e tudo! No dia do último teste para fazer parte do programa ela abriu a porta e foi logo querendo saber quem era a tal Fernanda. Caí no choro, claro. Ainda mais porque isso tudo aconteceu no dia do meu aniversário, dia 25 de fevereiro.

04. A beleza ajudou a abrir as portas ou sentiu preconceito por ser mais um rostinho bonito na TV?
Pode até ter ajudado, mas sempre fui o tipo de pessoa que gosta de mostrar trabalho. Não importa se é na frente da televisão ou dentro de um consultório, penso assim. A beleza é algo que passa, ainda mais hoje em dia, que ela pode ser criada. Por que todas as mulheres devem ter peito grande, barriga reta e nariz fino? Não concordo com isso.

05. Foi difícil ir para a TV?
Mais ou menos. Fiz muitos comerciais e os produtores de elenco foram me chamando para testes. Não passei nos primeiros, mas até que fui chamada para fazer “Coração de estudante”. Depois, fui apresentadora do “TV Globinho”, fiz “Kubanacan”, “Como uma onda” e “Bang Bang”. Agora estou em “Pé na jaca”.

06. Você está fazendo mais um trabalho do autor Carlos Lombardi, que tem como principal ingrediente em suas tramas a comédia. Você se sente mais à vontade fazendo esse gênero?
Eu gosto porque a comédia nada mais é do que rir das situações mais trágicas. Gosto de ver a vida como algo cômico, pois tudo já é tão difícil, né? Sou dramática, peixes com ascendente em leão e lua em câncer (risos). Eu me divirto em situações que podem parecer não ter graça. É uma forma de levar a vida de uma maneira mais leve.

07. Como lida com a comparação constante à atriz Deborah Secco, o que acabou se confirmando com a sua escalação para “Pé na jaca”, em que faz a irmã dela?
No começo da minha carreira não gostava, pois queria falar do meu trabalho e sempre vinham com esse papo. Não gostava do foco que davam para essa comparação. Hoje, nem ligo mais para isso. Tanto que ser a irmã da personagem da Deborah veio numa hora muito boa, até que enfim perceberam que somos uma a cara da outra! A gente não se conhecia e agora rimos muito disso. Até teve uma vez, num show do O Rappa, que uma fã dela veio me pedir para tirar foto. Eu disse que não era a Deborah, mas a menina não acreditou e me chamou de estrela. As pessoas esquecem que pareço mais comigo.

08. Você tem um estilo de vida low profile e gosta de se manter longe do glamour que faz parte da profissão. Você não gosta de ser famosa?
Olha, isso não é o que me move. Gosto de ficar em paz, curto acordar cedo e fazer esportes. No fim de semana vou para a Prainha, faço trilhas, yoga e jogo frescobol. Meu jeito é esse mesmo e gosto de coisas simples, sabe? Ficar em casa com os amigos, tomando um bom vinho, vendo DVDs. Não deixo de fazer nada por ser uma pessoa conhecida. E ser famosa não me incomoda. É claro que tem dias que você acorda mais na sua, aí não quer papo. Mas a fama nada mais é do que o reconhecimento do trabalho e sei lidar com ela.

09. Você também se cuida de uma forma zen?
Claro. Há dois anos voltei para o balé clássico e procuro manter uma alimentação saudável. Como de tudo, fui criada em fazenda até os seis anos de idade, com muita fruta no pé. Mas não deixo de comer minhas batatas fritas (risos). Sou muito ligada à natureza e preciso estar perto dela para me sentir bem, em paz.

10. O namoro com o estudante de educação física Felipe Simões dura cinco meses. Pensa em casar, ter filhos?
Ainda não. Fui casada dois anos com o Roger Gobeth e antes nunca tinha morado sozinha, sempre dividia o apartamento com alguém. Estou curtindo muito a minha independência, de ter meu canto, fazer as coisas sozinha, sabe? Antes de começar a namorar o Felipe fiz o que queria, sem dar satisfação.Eu e ele nos vemos todos os dias, um vive na casa do outro. Confesso que sou namoradeira, adoro ter um companheiro. Agora, isso de ter filho não passa muito pela a minha cabeça nesse momento.

11. Fernanda, a sua imagem tem um apelo sensual forte. Você curte esse lado, toparia posar nua?
Não gosto, pois curto me mostrar como sou. Não que não me sinta uma mulher sensual, mas por trás disso tem a Fernanda que curte ouvir uma boa música, gosta de uma boa leitura. Acho bacana mostrar esse lado. Já recebi convites para posar nua e neguei. Ainda não tenho vontade de fazer isso, não é o momento, não com essa energia, sabe? Mas sei lá, no passado adorava música baiana, hoje não curto mais. Sou uma metamorfose ambulante, como dizia Raul Seixas. Se tiver vontade, tesão para fazer, pode até ser.

12. Você está com 25 anos. Como gostaria de estar em dez anos?

Rodeada de textos de teatro. Aliás, quero estrear uma peça depois da novela. Como não fiz muitos cursos e aprendi fazendo, quero me aperfeiçoar cada vez mais. Tem tanta coisa pra ler, tanto filme pra ver... Em dez anos, quero estar muito mais experiente e ter uma segurança na profissão que escolhi. O estudo é muito importante. Meu pai me ensinou isso e não abro mão.

 

fonte:ego

publicado por . às 16:44
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